Fevereiro 25, 2005

Maria, a Républica Portuguesa

O António afiançara à Maria que a vida seria um mar de rosas e cheia de prosperidade. O casamento foi feliz e despreocupado. O António era um gastador compulsivo mas a Maria não queria saber nada dessas coisas de dinheiro. "A família não são números", proclamava o António a quem lhe chamava a atenção para os excessos. O que interessava era a qualidade de vida, as grandes festas e as aparências.

Quando um dia, repentinamente, o António fugiu de casa deixando apenas as prestações das dívidas por pagar, a Maria entrou em desespero.

Estava de tanga. Atemorizada, casou com o Zé Manel, depois de um curto namoro. Afinal, o Zé Manel parecia ser bem mais ajuízado que o António e talvez trouxesse alguma ordem às finanças lá da casa.

Os rapazes sentiram logo algumas diferenças. As semanadas foram congeladas, o Zé Manel não lhes dava dinheiro para o autocarro e o discurso mudara: "Temos que poupar, não  odemos gastar o que não temos", dizia o Zé Manel. Mas aquilo era só da boca para fora. Os costumes da família estavam bem enraízados e, no essencial, tudo continuou como no  tempo do António. Apesar das dívidas cada vez maiores, não se cortava na cozinha, nem nas férias, nem nas contas da água, da luz ou do telefone. Nunca se dizia que não a um livro, a um disco ou a uma ida ao cinema. Não se mexia em direitos adquiridos. Por vezes o gerente da Caixa telefonava, inquietado com o saldo do cartão de crédito. E de vez em quando vendiam algumas jóias antigas para acalmar os credores.


Escrito por ferdi em 09:20:27 | Link permanente | Comments (0) |

Fevereiro 21, 2005

PS conquista primeira maioria absoluta da sua história


O Partido Socialista (PS) foi o partido mais votado nas legislativas de 2005, com 45,04 por cento dos votos e 119 deputados eleitos, quando todas as freguesias estão apuradas, excepto Germil e Soito. O PSD conseguiu 73 deputados, a CDU, 14, o CDS-PP elegeu 12 e o Bloco de Esquerda, oito.
Escrito por ferdi em 16:06:52 | Link permanente | Comments (0) |

Fevereiro 18, 2005

PS consegue maioria absoluta


Tudo aponta para que o sonho de José Sócrates se materialize no domingo.
PUBLICO
Cinco das seis sondagens publicadas hoje pela imprensa portuguesa dão maioria absoluta ao Partido Socialista nas legislativas de domingo.O semanário "Expresso" é o único jornal que não dá como segura a conquista da maioria absoluta pelo PS, ao contrário das sondagens publicadas hoje pelo "Jornal de Notícias", "Diário de Notícias", PÚBLICO, "Correio da Manhã" e "O Independente".A sondagem realizada pela Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1 dá ao PS 46 por cento dos votos, seguido do PSD com 31 por cento. CDU e Bloco de Esquerda alcançam, neste estudo, sete por cento das intenções de voto e o PP seis por cento. Doze por cento dos portugueses não vão votar e 14 por cento ainda estão indecisos.


Escrito por ferdi em 17:38:49 | Link permanente | Comments (1) |

Fevereiro 17, 2005

Nada disto aconteceu

Dado que o passado foi chamado à campanha eleitoral, devemos responder, puxando da memória.  (...)

 Quanto à experiência de poder do PS, desde a queda do cavaquismo, em 1995-96, até 2002, existe uma espécie de amnésia.

A verdade, se calhar, é que nada do que a seguir se enumera alguma vez existiu!!!

A saber:

 - Acumulação de défice excessivo nas contas públicas, originando o despertar da repressão de Bruxelas, para além de incentivo irresponsável ao gasto individual e desprezo pelos apelos à moderação e à poupança.


- Saída de Sousa Franco do Executivo, depois das linhas mestras das suas  políticas de saneamento da conta pública se terem tornado inviáveis, ou politicamente indesejáveis.


- Análise negra do estado da economia portuguesa, por parte de Cavaco Silva, numa famosa entrevista de Julho de 2000.


- Alegações de políticos, empresários e governantes, segundo os quais a banca portuguesa estava a ser vendida ao desbarato aos estrangeiros.


- Anunciados planos de combate à evasão fiscal, anunciados falhanços dos
mesmos planos, e anunciada continuação da dita.


- Ligações perversas da política ao futebol, com o cortejo conhecido de enxovalhos, confusões e negócios pouco claros.


- Insistência na política de co-incineraçãocomo única via possível de tratamento de resíduos perigosos, apesar da divisão dos especialistas e da oposição do "homem da rua", certamente manipulado por caciques eenvenenado pela Comunicação Social privada.


- Episódio dito do "queijo Limiano", ou a cedência da alma em troco de  votos no Parlamento.


- Quedas sucessivas de ministros da Defesa, conflitos entre estes titulares e o primeiro-ministro, queixas de falta de meios, espectáculo de parca mobilização de recursos para tarefas externas, divulgação pública de listas de agentes "secretos", novelo de escândalos em torno da aquisição de armamento e fardamento, cenas de estalada entre chefes políticos e chefes da "comunidade de informações".


- Tragédia da ponte de Entre-os-Rios, originando a demissão de Jorge Coelho, e suspeita geral sobre o estado das obras públicas.

- Inundação do túnel do metro no Terreiro do Paço, e alegação de que o mesmo foi ali feito com grande risco, sem as precauções devidas e não levando até ao fim estudos exaustivos sobre as características do subsolo.

- Escândalos na JAE, corrupio de acusações e alegações, e declarações críticas do engenheiro Cravinho, dizendo que Guterres havia sido derrotado pelos "grandes interesses" e pelos lobbies (Janeiro de 2000).

 
- Colapso na gestão das grandes cidades, que levou a uma maré de rejeição, em 2001, e à passagem da era PS para a era PSD, em Lisboa, Coimbra, Porto, Sintra,  Cascais, etc..


- Fantasmas desastrosos, como o espectáculo de "Porto, Capital da Cultura", com obras a juncar a vida do cidadão comum, turistas perdidos e desiludidos, projectos inacabados, escândalos financeiros e "mistérios" como os da Casa da Música.


 - Escândalo em torno da Fundação para a Segurança, levando à saída "apocalíptica" de Fernando Gomes do barco do guterrismo, e a sugestões de conspirações no seio do poder, com o primeiro-ministro a saber tudo e a calar ainda mais.


- Filosofia de miséria na RTP, levando o serviço público à pré-morte, depois de anos de insanidade financeira, extravagâncias de programação, guerras civis de chefias e tentativas infantis de controlo político, dostelejornais às entrelinhas...


- Desinteresse pela política por parte dos cidadãosmais de um terço decidiu não votar nas legislativas de Outubro de 1999, mesmo depois de Guterres ter dito que o seu pior inimigo era a abstenção.


- Estado geral de guerra civil dentro do Governoe da maioria quase-absoluta, levando António Guterres a bater com a porta, clamando que o país se encontrava num pântano.

Enfim, foi tudo um sonho...

Pode-se votar no regresso de um sonho?

"Penso, logo existo"- René Descartes (1596-1650) filósofo e matemático francês

Nuno Rogeiro
Escrito por ferdi em 16:02:22 | Link permanente | Comments (0) |

Fevereiro 10, 2005

Legislativas 2005 - Starwars

Escrito por ferdi em 12:30:45 | Link permanente | Comments (0) |

Legislativas 2005 - Shakespeare

Escrito por ferdi em 12:27:07 | Link permanente | Comments (0) |

Fevereiro 03, 2005

Legislativas 2005 - Export

Estas Eleições estão muito internacionais.Nada melhor que aproveitar um Euro forte elevar legislativas portuguesas aos pícaros do mundo.
Portugal Diário - Jornal em Directo
O PSD acusou hoje o PS de violar a Lei Eleitoral ao usar meios comerciais na sua campanha no Rio de Janeiro, mas os socialistas rejeitam responsabilidades e falam de um movimento «espontâneo» de apoio ao partido.De acordo com os social-democratas, que já apresentaram uma queixa na Comissão Nacional de Eleições (CNE), o PS está usar cartazes com Aníbal Aráujo, candidato por Fora da Europa, José Lello, responsável do PS para a área das comunidades, e o líder do partido José Sócrates no vidro traseiro de autocarros que percorrem o estado do Rio de Janeiro e spots publicitários em diversas rádios.O PSD refere que a campanha socialista no estado do Rio de Janeiro é ainda feita através de publicidade paga na Rede Televisiva Bandeirantes e em aviões que sobrevoam as praias com faixas do PS.Segundo a Lei Eleitoral, a partir da publicação da data das eleições é proibida a propaganda política feita directa ou indirectamente através dos meios de publicidade comercial.Contactado pela Agência Lusa, José Lello afirmou desconhecer este tipo de campanha no Rio de Janeiro e sublinhou que a existir não resulta de «qualquer orientação por parte do PS nesse sentido».«Desconheço integralmente e no Rio de Janeiro não há qualquer estrutura socialista organizada», disse o responsável do PS para as comunidades portuguesa
Escrito por ferdi em 18:55:38 | Link permanente | Comments (0) |