Posted by: ferdi in: ● August 23, 2004
Nigeriano de nascença, trabalhou duro enquanto pensou que podia ir de Portugal à Noruega a pé. Viveu ao lado da bebida e da droga, mas resistiu em nome do desporto. Este domingo recebeu o prémio que tanto procurou. Mas ainda falta um degrau. O ouro!
«Um dia estava a dar uma lição na escola e ao fundo ouvi uma conversa entre o meu filho e um rapaz», começa por contar Mary Morgan, professora de inglês em Loulé, ao Maisfutebol, recordando 1994. «Mal conseguia perceber o que dizia. Usava um inglês muito arcaico e diferente. Parecia algo parecido com inglês», relata. «Percebi depois que era nigeriano», conta.
Mary Morgan, 57 anos, ensina inglês no Algarve. O filho, com 16 anos na altura, jogava rugby no Louletano. «Eles conheceram-se e ficaram amigos», continua. «Mas o Francis era um miúdo inexperiente, sem noção de nada, completamente perdido», lembra Morgan. «Ele pensava que podia ir de Portugal à Noruega a pé!», exclama.
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