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Os SuperDragões “atacaram” numa loja Galp da Boavista

Posted by: ferdi in: ● February 13, 2004

Os SuperDragões “atacaram” numa loja Galp da Boavista: deixaram lá 20 mil euros e levaram umas boas centenas de bilhetes para o clássico, que, juntando aos cerca de 1200 cedidos pelo FC Porto, elevam para dois milhares os elementos da claque que viajarão até Lisboa. A polícia já sabe e tomou medidas

Duas semanas depois do jogo entre o Sporting e o FC Porto, a distribuição de bilhetes para um clássico volta a estar no centro da polémica, mas desta vez com um “twist” azul e branco: os SuperDragões conseguiram oitocentos bilhetes para além dos disponibilizados pelo Benfica.

Por partes: a SAD portista pediu cinco mil entradas para o jogo da Luz, mas recebeu como resposta uma primeira remessa de menos de metade, 2250, e uma insistência valeu-lhe mais setecentos. Ou seja, seriam cerca de três mil os portistas presentes no clássico, um número bastante aquém dos 30 por cento de bilhetes destinados ao público, que a lei exige que os clubes visitados disponibilizem ao adversário.

Atenta ao que se iria passar, a principal claque do FC Porto antecipou-se e garantiu um pacote extra de bilhetes, num dos postos de venda. Simples e nem por isso barato. A história. Por via de um acordo comercial, o Benfica utiliza as estações de serviço da GALP para distribuir os ingressos. Num desses balcões, na zona da Boavista, no Porto, os SuperDragões compraram 800 bilhetes, que custaram cerca de 20 mil euros. Através de uma manobra de antecipação, o apoio à equipa de José Mourinho vai assim aproximar-se dos quatro mil adeptos. E o FC Porto ainda conseguiu colocar à venda para os sócios alguns bilhetes, que rapidamente voaram das bilheteiras do Dragão. Recorde-se que, no jogo de Alvalade, os ingressos seguiram todos para as claques.

3 Comments to "Os SuperDragões “atacaram” numa loja Galp da Boavista"

1 | Anonymous

15 de March de 2005 to ● 8:50 pm

adianta muito comprar bilhetes, vão levar no corpo!!!!

2 | Anonymous

15 de March de 2005 to ● 8:52 pm

Tanta fé, mas infelizmente o papa não vive em Milão!!!
Pro ano há mais cambada……

3 | Pedro Bosco

6 de May de 2006 to ● 11:51 am

Assunto: Arquivamento do Processo “Apito Dourado” – Revolta e Denúncia

1. Tomei conhecimento, através da comunicação social, do arquivamento de parte do processo vulgarmente conhecido de “Apito Dourado”, relativo ao jogo FC Porto-Estrela da Amadora, de 24 de Janeiro de 2004. Lendo no jornal “O Jogo” de 27-04-2006, uma síntese dos factos apurados, não posso deixar de expressar a Vª Exª o mais profundo repúdio pelo arquivamento exarado pelo sr. Procurador Jorge Marques, do Porto, que se me afigura atentório da mais elementar justiça pública.

2. Os factos apurados que geram revolta e denuncia, são os seguintes:

- Um árbitro (juiz entre dois clubes) telefona ao empresário do FCP, António Araújo, antes do jogo, solicitando sobremesa ou “fruta humana” para depois do jogo.
- O empresário A. Araújo avaliza a encomenda da “fruta” junto do sr. Pinto da Costa!
- Apesar do jogo ser fácil, o FCP só ganharia por 1-0 e com evidente auxílio do árbitro, segundo o relatório dos fiscais presentes.
- No final do jogo, os árbitros deste jogo, bem como os árbitros do jogo do FCP (B) vão todos jantar com os dirigentes do FCP, Reinaldo Teles, Pinto da Costa, António Garrido, etc. numa marisqueira de Matosinhos!
- A conta é paga pelo sr. Pinto da Costa com um cartão de crédito do FCP.
- De seguida, já de madrugada, esses árbitros vão então comer a “fruta humana” previamente encomendada que se encontrava na “boite” Golden.
- O serviço das três “meninas” (fruta humana) foi pago pelo empresário do FCP, António Araújo que se encontrava no local (150 euros cada menina).

3. Como é possível o sr. Procurador do Porto, Jorge Marques, não encontrar nestes factos nada de corruptível?! Segundo esse mesmo princípio, daqui para a frente, qualquer árbitro (juiz em campo) poderá encomendar sobremesas valiosas ou prendas (meninas, automóveis, apartamentos, viagens ao Brasil, etc.) para o final de cada jogo sem que este sr. Procurador encontre nisso qualquer malícia ou corrupção.

4. Este sr. Procurador desprezou o relatório oficial do jogo, que incriminava a actuação do árbitro, encomendando outro relatório a observadores exteriores e com opinião distinta, o que não retira o princípio da corrupção desportiva, pois esse árbitro poderia beneficiar o referido clube, directa ou indirectamente noutros jogos! Então este sr. Procurador não sabe que um campeonato tem mais de 30 jogos e que o aliciamento do árbitro pode não ser feito especificamente ou só para um jogo (este até era fácil), mas para outros jogos dessa equipa ou das equipas rivais em que esse árbitro intervenha!

5. Sentindo-me ofendido na minha cidadania e dignidade intelectual com tamanha afronta pública, enquanto cidadão, solicito a apreciação superior destes factos pois, a serem verdade, eles configuram-se como uma enorme embuste público, exigindo a reposição da verdade e da justiça!

Pedro Bosco – boscpeter@yahoo.com

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